Um blog pessoal ou profissional no WordPress pode ser invadido por meio de plugins desatualizados, senhas fracas e temas piratas, por exemplo. Mesmo com os esforços da plataforma em manter a segurança, os invasores se aproveitam de brechas nos códigos das extensões — ferramentas geralmente desenvolvidas por terceiros — para provocar estragos e roubar dados. Saiba como identificar sinais de que um site doméstico foi invadido e ferramentas para usar e fazer a limpeza de ameaças e recuperar segurança.
Através de programas, invasores conseguem adivinhar senhas fracas que administradores de blogs usam para acessar o painel de administração e o servidor FTP/SSH. Quanto mais extensa e complexa uma senha é (senhas com variação entre letras maiúsculas e minúsculas e adição de caracteres especiais), maior a dificuldade. Outra brecha são plugins que não são atualizados com frequência, o que torna os blogs do WordPress vulneráveis às possíveis falhas de segurança, além de temas piratas.
A partir do momento em que um invasor consegue obter acesso ao servidor de um blog que usa o WordPress, de forma remota, ele injeta um backdoor: um recurso que permite rastrear novas senhas, caso o acesso ao blog seja modificado sem a efetiva remoção da praga.
Depois disso, adwares e malwares – no formato de texto – são adicionados em alguns arquivos com extensão PHP (como, por exemplo, htaccess, index e sitemap). Com isso, o blog redireciona para sites com spam nas pesquisas do Google, sem que o proprietário perceba no acesso direto.
Para redirecionar o blog de origem somente nas pesquisas do Google, o invasor verifica a propriedade da página no Google Search Console, com o objetivo de enviar o link contendo o site de destino, que geralmente possui caracteres em japonês ou caracteres especiais que não deveriam aparecer.
Quem acessa o blog diretamente no URL (home do site), como é o caso do administrador, não percebe os sinais da invasão. Quando um leitor acessa um blog invadido através de um site de busca, ele é redirecionado para outro site ou enxerga anúncios falsos. Através de um clique nestes anúncios falsos, o invasor consegue infectar o computador para roubar dados como senhas de banco.
Caracteres em japonês na pesquisa do Google indicam invasão (Foto: Reprodução/Google)
Cinco ferramentas para detectar se seu blog foi invadido
Ferramentas com escaneamento online podem detectar sinais de que seu blog foi invadido. Algumas delas são: Aw Snap File Viewer, Quttera Free Online Website Malware Scanner, Sucuri SiteCheck, Unkmask Parasites e Virus Total. Para usá-las, basta digitar o endereço no campo e aguardar.
1. Aw Snap File Viewer
Aw Snap File Viewer (aw-snap.info/file-viewer) é uma ferramenta online que escaneia o código de um site em
... busca de links suspeitos. A ferramenta grifa em tons coloridos as linhas que podem ter sido alteradas por invasores com o objetivo de aplicar spam e instalar malwares para monitorar dados privados.
Interface da ferramenta Aw Snap File Viewer (Foto: Reprodução/Priscila Martz)
2. Quttera Free Online Website Malware Scanner
Quttera (quttera.com/website-malware-scanner) é uma ferramenta online que escaneia o código de um site em busca de possíveis malwares que podem prejudicar tanto os usuários da Internet quanto os seus respectivos computadores. É possível encontrar penalizações em softwares como Google Safe Browsing.
Interface da ferramenta Sucuri SiteCheck (Foto: Reprodução/Priscila Martz)
4. Unkmask Parasites
Unkmask Parasites (unmaskparasites.com/security-report/) é mais uma opção de ferramenta online que escaneia o código de um site em busca de links suspeitos. Links que podem ter sido modificados por um invasor, com o objetivo de instalar um backdoor, monitorar informações confidenciais (como senhas) e colocar uma ação de spam em prática.
Interface da ferramenta Unkmask Parasites (Foto: Reprodução/Priscila Martz)
5. Virus Total
Virus Total (virustotal.com/en/) é mais uma ferramenta online que analisa arquivos e URLs suspeitas em busca de vírus e todos os tipos de malware, facilitando a detecção e a eliminação dessas ameaças.
Interface da ferramenta Virus Total (Foto: Reprodução/Priscila Martz)