Pesquisadores da Microsoft Research em parceria com a Universidade de Washington desenvolveram uma câmera capaz de capturar detalhes surpreendentes. O dispositivo consegue revelar partes do espectro eletromagnético imperceptíveis ao olho humano.
Além disso, a HyperCam, como está sendo chamada, também tem como atrativo o seu preço. O protótipo custou apenas US$ 800 (cerca R$ 3.070 na cotação atual) para ser produzido e um modelo para smartphone custaria em torno de US$ 50 (cerca de R$ 192).
Protótipo da HyperCam custou US$ 800 para ser produzido (Foto: Divulgação/Universidade de Washington)
A tecnologia que capta os campos eletromagnéticos, chamada de hyperespectral, é bastante utilizada em fotos de satélite e na indústria. Até então, para se ter uma câmera com essa capacidade era preciso investir milhares de dólares.
Uma câmera comum divide a luz em três faixas de cores: vermelho, verde e azul. A HyperCam combina a luz normal com o infravermelho e bate 17 fotos em cada ponto do espectro. Um software semelhante ao HDR fica responsável por fazer a junção e criar uma única imagem com os detalhes que não podem ser capturados pelo olho humano.
Foto capturada com HyperCam à direita (Foto: Divulgação/Universidade de Washington)
As fotos com a HyperCam podem mostrar as veias sob a pele com perfeição. Mas o projeto tem outro objetivo, como ajudar a identificar alimentos estragados em um supermercado, por exemplo. Ao tirar a foto de um abacate é possível analisar sem abrir o fruto se o alimento está próprio para consumo.
Em teste realizado, A HyperCam conseguiu prever se a fruta estava madura em 94% das vezes. Em comparação, uma câmera comum só foi possível 62% das vezes. Ainda não há uma previsão de quando a HyperCam começará a ser vendida comercialmente. O projeto ainda precisa ser aperfeiçoado, já que em ambientes com muita luz as fotos podem não apresentar tantos detalhes.